
“Foi um começo maravilhoso de relacionamento, porque começou com dois seres humanos se conhecendo e encontrando uma conexão como dois seres humanos, em vez de serem influenciados pelo sucesso ou algo assim…”, foi o que disse um dos mais admirados e consagrados astros da indústria cinematográfica universal, o genial e lendário galã das telonas, ROBERT REDFORD, sobre sua paixão por SIBYLLE SZAGGARS, sua segunda e última mulher.
Robert Redford e Sybylle Szaggars se encontraram e trocaram os primeiros olhares em 1996 no Sundance Mountain Resort, uma das luxuosas propriedades do galã de cinema mais festejado e mais desejado pelas mulheres no mundo inteiro.
Não exatamente como ocorreu no inquietante filme, “Proposta Indecente (1993)” no qual Robert Redford interpreta (John Gage), um galã milionário que oferece um milhão de dólares a um jovem casal endividado (David e Diana Murphy) para dormir uma noite com a belíssima Diana Murphy, personagem interpretado por Demi Moore, Redford convidou Sybylle e alguns amigos para jantarem e mandou reservar uma mesa onde poderiam conversar sem a intromissão dos fãs.
Temendo passar vergonha por n
unca ter assistido nenhum dos filmes e sem nada saber a respeito da carreira do famoso ator, diretor e ganhador do Oscar, Sybylle (20 anos mais nova que ele) voltou para sua suíte e tentou aprender rapidamente sobre os filmes do anfitrião. Quando os convidados retornaram para suas suítes, Redford e Sybylle continuaram conversando e só Deus sabe o que ocorreu naquela uma noitada mágica, de vinhos e seduções.
Passados alguns anos de união informal, os dois se casaram em 2009, em uma pequena cerimônia em Hamburgo, Alemanha, cidade natal de Sybylle. Essa história de amor durou quase 30 anos, incluindo os 16 anos que viveram casados.
Redford e Sybylle amaram a temporada em que viveram juntos em Tiburon, Califórnia, mas amaram ainda mais a mudança para o Novo México , onde Sibylle administra uma galeria de belas artes em Santa Fé.
LOLA – Sua Primeira Mulher
Antes de desposar Sybylle, Redford foi casado de 1958 à 1985 com Lola Van Wagenen, uma jovem historiadora e ativista americana. O ex-casal teve quatro filhos: Scott, Shauna, James e Amy. Scott faleceu de SMSL (morte súbita de um bebê) em 1959 e James morreu de câncer em 2020.
Apesar de separados, Redford e Lola, casados novamente com outros parceiros, nunca anunciaram publicamente a separação ou divórcio, provavelmente porque perderam dois filhos, frutos dessa união.
Redford e Sybylle não tiveram filhos, mas ela é considerada na família uma segunda mãe de Shauna e Amy, filhas de Redford com Lola.
Mas como NADA É PARA SEMPRE (título de um dos seus filmes) Robert Redford, o lendário galã das telonas e um dos mais admirados e consagrados astros da indústria cinematográfica universal, partiu deste mundo nesta (terça-feira, 16 de setembro de 2025), aos 89 anos, do lugar que tanto amava, sua casa-fazenda nas montanhas de Utah (EUA), deixando abalados e muito tristes os seus entes queridos.
RESUMO BIOGRÁFICO:
De descendência irlandesa, escocesa e inglesa, Charles Robert Redford Jr., nasceu em um lar protestante em 18 de agosto de 1936, em Santa Monica, Califórnia, e era filho da texana Martha Woodruff Redford ( 1914–1955) e do leiteiro e depois contador, Charles Robert Redford (1914–1991).
Redford iniciou seus estudos na Van Nuys High School , onde era considerado um péssimo aluno por falta de interesse nas matérias regulares. Mas, fora da sala de aula, Ele se destacava pelo interesse nas artes e nos esportes, chegando a jogar tênis com Pancho Gonzalez no Los Angeles Tennis Club, apenas para ajudá-lo a se aquecer antes das partidas principais.
Aos 11 anos, Robert Redford teve poliomielite, uma doença viral contagiosa que afeta o sistema nervoso e pode causar paralisia permanente, especialmente nas pernas. Felizmente sua doença foi superada, permitindo-lhe concluir o ensino médio em 1954, quando ingressou na Universidade do Colorado, em Boulder, onde permaneceu por apenas 3 semestres.
Enquanto estava no Colorado, Redford ficou órfão de mãe aos 18 anos e começou a farrear e a beber muito. Em consequência das suas atitudes, perdeu sua meia bolsa de estudos e foi expulso da Universidade. Diante do fracasso, Redford decidiu ganhar dinheiro trabalhando em um bar e restaurante chamado The Sink, no qual ainda hoje podemos ver uma pintura do Astro de cinema em destaque entre os murais.
Com o pouco dinheiro que ganhava, Redford passou a viajar pela Europa , chegando a passar temporadas na França, Espanha e Itália. Após esse período de aventuras e descobertas, Ele retornou aos EUA para estudar pintura no Pratt Institute no Brooklyn e na American Academy of Dramatic Arts (turma de 1959) em Nova York.
Durante os cursos de artes dramáticas, Redford fez vários testes em Estúdios antes de iniciar sua carreira como ator de televisão, em Alfred Hitchcock Presents e Além da Imaginação.
Logo em seguida recebeu e aceitou o convite do produtor, Neil Simon para estrear na Broadway, interpretando um marido recém-casado, em Descalços no Parque (1963).
Esses trabalhos abriram as portar para Ele estrear como ator de cinema, no filme, Caça à Guerra (1962). Mas seu talento só passou a ser reconhecido atuando como protagonista nos filmes: Descalços no Parque (1967); Butch Cassidy e o Sundance Kid (1969), Jeremiah Johnson (1972), O Candidato (1972) e Golpe de Mestre (1973). Este último lhe rendeu uma oportuna indicação ao Oscar de Melhor Ator.
Redford continuou sua exitosa carreira de ator interpretando personagens marcantes em filmes aclamados e de grandes bilheterias: como:
“The Way We Were ” (1973), ” Three Days of the Condor ” (1975), ” All the President’s Men” (1976), “The Electric Horseman” (1979), ” Brubaker ” (1980), “The Natural ” (1984) e ” Entre Dois Amores” (1985).
Mais tarde, atuou em “Sneakers ” (1992), ” All Is Lost” (2013), ” Truth” (2015), ” Our Souls at Night” (2017) e ” The Old Man & the Gun” (2018). Redford interpretou Alexander Pierce em “Capitão América: O Soldado Invernal” (2014) e “Vingadores: Ultimato” (2019), este último sendo sua última aparição nas telas.
Em 1988, o agora aclamado ator, Robert Redford (que havia sido expulso da Universidade do Colorado na década de 1950) por ironia do destino voltou àquela universidade para receber o título de doutor honorário em 1988.
Nos anos seguintes, inúmeras universidades e instituições de artes e cultura dos EUA queriam lhe render homenagens, tendo ele recusado diversas, alegando sempre o acúmulo de compromissos.
Mesmo assim, em 1989, a National Audubon Society concedeu a Redford a maior honraria da instituição, a Medalha Audubon.
De ai em diante, ele viu-se na obrigação de aceitar centenas de outras homenagens, tais como:
Em 1995, agraciado com o título doutor honorário em Letras Humanas do Bard College;
Em 2008, agraciado com o título honorário de Doutor em Belas Artes da Brown University, numa cerimônia de formatura.
Em 2010. agraciado com o título de Governador do Novo México, por Excelência nas Artes.
Em 2014, foi nomeado pela Revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo.
Em 2015, Redford fez o discurso de formatura e recebeu um título doutor honorário do Colby College, no Maine.
Em 1996, agraciado com a Medalha Nacional de Artes, do presidente Bill Clinton .
Em 2010, nomeado Cavaleiro da Légion d’honneur pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy .
Em 2016, agraciado pelo presidente Barack Obama com a Medalha Presidencial da Liberdade .
Em 2005, agraciado com as Honrarias do Kennedy Center, por suas contribuições à cultura americana. Nessa importante e cobiçada honraria, os homenageados são reconhecidos por suas contribuições ao longo da vida à cultura americana por meio das artes cênicas: seja na dança, música, teatro, ópera, cinema ou televisão.
Em 2008, Redford recebeu o Prêmio Dorothy e Lillian Gish , um dos prêmios mais valiosos nas artes, concedido anualmente a “um homem ou mulher que fez uma contribuição notável para a beleza do mundo e para o desfrute e a compreensão da vida pela humanidade”.
Em 2009 a Escola de Artes Dramáticas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) anunciou o primeiro “Prêmio Robert Redford” criado para homenagear aqueles que se destacaram não apenas pela qualidade exemplar, habilidade e inovação de seu trabalho, mas também por seu compromisso público com a responsabilidade social, para aumentar a conscientização sobre questões e eventos globais e para inspirar e capacitar os jovens.
Além de ator por excelência, Redford também foi um diretor muito festejado e premiado. Sua estreia na direção do filme, “Gente como a Gente”, ganhou quatro Oscars, incluindo o Oscar de melhor filme e melhor diretor.
APOSENTADORIA:
Após anunciar a sua aposentadoria definitiva, Redford voltou a aparecer em 2018, ao lado do autor de Game of Thrones , George RR Martin, em uma participação especial durante a estreia da terceira temporada do thriller noir de faroeste. Ambos são os produtores executivos da série. A cena de 30 segundos mostra Redford e Martin como presos jogando uma partida de xadrez, com Martin dando xeque-mate em Redford.
A última aparição de Redford como ator nas telas foi uma ponta em Vingadores: Ultimato, em 2019.
CURIOSIDADES SOBRE ROBERT REDFORD
Desde a juventude, Robert Redford, assim como os diretores, Oliver Stone, George Lucas, Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Jack Nicholson, Gabriel García Márquez e tantos outros nomes famosos da cultura e do entretenimento, flertavam ou ainda flertam com o comunismo; e mais que isso, eles admiravam gente como Stalin, Fidel Castro, Che Guevara e alguns desses nomes chegaram a apoiar financeiramente o chamado cinema independente para integração cultural da América Latina.
É verdade que o tirano da ilha caribenha, Fidel Castro, fascinou inúmeros astros e estrelas de Hollywood. Tanto que, em um momento de desvario Jack Nicholson o chamou de “um gênio”; Oliver Stone disse que Fidel era “uma das pessoas mais sábias da Terra”; e Steven Spielberg disse que passou “as oito horas mais importantes da vida” conversando com o troglodita barbudo que arruinou a vida da imensa maioria do povo cubano.
Grifo deste escritor:
Para quem defende ou flerta com o comunismo, mas só conseguiu fama, fortuna e liberdade criativa em países livres de tirania e opressão, os Estados Unidos é um paraíso no qual essa mesma gente acha que vive no inferno, mas obviamente não querem sair de lá de jeito nenhum. Não querem porque?
Em 1981, Redford fundou o Sundance Institute, com o objetivo de realizar anualmente o maior festival de cinema independente dos Estados Unidos, conhecido por Festival de Cinema de Sundance.
Em 1988 Redford esteve em Cuba e chegou a mergulhar com Fidel Castro no mar caribenho. Ao retornar aos EUA, reclamou porque fora interrogado pelas autoridades americanas sobre suas conversas com o líder comunista cubano numa época conturbada.
Em 2004, Fidel Castro foi recebido por Robert Redford em seu hotel em Havana e ali discutiram por horas a fio sobre o último filme produzido pelo galã americano, tematizando o revolucionário sanguinário, Che Guevara.
Redford esteve novamente em Cuba usando seu chapéu de produtor para uma exibição privada de “Diários de Motocicleta” para a viúva e os filhos do sanguinário guerrilheiro argentino, companheiro de armas de Fidel Castro. “Ele veio até mim… Parecia estar com boa saúde e bom humor, disse Redford sobre o líder cubano de 77 anos, após o breve encontro no Hotel Nacional.
Redford viu Castro pela última vez em 1988. “Vim apresentar o filme que produzi sobre Che Guevara e estou muito feliz por estar em Cuba”, disse Redford na exibição do filme, feita por sua empresa, a Southfork Pictures.
O filme, dirigido pelo brasileiro Walter Salles, é baseado nos diários que Guevara escreveu durante uma viagem de nove meses pela América do Sul, em 1952, quando era estudante de medicina aos 23 anos.
Quando retornou aos EUA, Redford reclamou muito por ter sido novamente interrogado pelas autoridades americanas.
Além de atuar, dirigir e produzir, Redford também foi um grande apoiador do cinema independente, tendo sido inclusive patrocinador e professor ocasional na escola de cinema de Cuba.
Robert Redford, George Lucas, Francis Ford Coppola e Gabriel Garcia Marquez são alguns dos nomes que já lecionaram na Escola Internacional de Cinema e Televisão (EICTV), fundada em 1986 em San Antonio de los Baños (localizada a 35 km de Havana).
Para quem não conhece a filmografia de Redford, recomendo que comecem pelo filme: NOSSO AMOR DE ONTEM, estrelado por Robert Redford e Barbra Streisand. Nesse filme ela é uma judia comunista e pobre e ele um protestante vigoroso e de família rica. Os dois passaram a viver uma clássica história de amor dos opostos que se atraem. A música que tematiza o filme, interpretada por Streisand, tornou-se um clássico internacional e, nos meus momentos de calmaria, continua sendo uma das minhas músicas favoritas até hoje.
Eis o link: https://m.ok.ru/video/579676604959
Alguns de seus filmes mais famosos são:
- Golpe de Mestre (1973), um filme de comédia e crime coestrelado por Paul Newman e Robert Shaw;
- Todos os Homens do Presidente (1976), um thriller político baseado no escândalo de Watergate, coestrelado por Dustin Hoffman;
- Butch Cassidy e o Sundance Kid (1969), um filme biográfico de faroeste coestrelado por Paul Newman e Katharine Ross;
- The Natural (1984), um drama esportivo sobre um jogador de beisebol com talento sobrenatural, coestrelado por Robert Duvall e Glenn Close;
- O Candidato (1972), uma sátira sobre um jovem político que concorre ao Senado dos EUA, coestrelado por Peter Boyle e Melvyn Douglas;
- The Way We Were (1973), um drama romântico coestrelado por Barbra Streisand e Bradford Dillman;
- Três Dias do Condor (1975), um thriller de espionagem coestrelado por Faye Dunaway e Max von Sydow;
- Capitão América: O Soldado Invernal (2014), um filme de super-herói do Universo Cinematográfico Marvel;
- The Old Man & the Gun (2018), uma comédia policial baseada na história real de um notório ladrão de banco, coestrelada por Casey Affleck e Sissy Spacek;
- All Is Lost (2013), um drama de sobrevivência no qual ele interpreta um marinheiro solitário encalhado no mar;
- Proposta Indecente (1993), um drama sobre um casal que aceita uma oferta de um milhão de dólares de um bilionário para passar uma noite com sua esposa. O filme é coestrelado por Demi Moore e Woody Harrelson;
- Entre Dois Amores (1985), um romance épico baseado nas memórias de Karen Blixen, coestrelado por Meryl Streep e Klaus Maria Brandauer;
- Sneakers (1992), uma comédia de suspense sobre uma equipe de especialistas em segurança que são chantageados para roubar um dispositivo misterioso, coestrelado por Dan Aykroyd, Sidney Poitier e River Phoenix;
- Jogo de Espiões (2001), um thriller de ação sobre um veterano da CIA que tenta resgatar seu antigo protegido de uma prisão chinesa, coestrelado por Brad Pitt. O elenco também inclui Catherine McCormack, Stephen Dillane e Marianne Jean-Baptiste;
- The Electric Horseman (1979), uma comédia de faroeste sobre um ex-astro de rodeio que rouba um cavalo premiado e cavalga pelo país, coestrelado por Jane Fonda e o lendário Willie Nelson;
A forma como nós éramos, estreado em 1973, é um filme romântico dirigido por Sydney Pollack e narra a complexa história de amor entre Hubbell e Katie. A trama aborda questões como diferenças políticas e pessoais e como elas afetam o relacionamento deles.
Redford ganhou um Oscar pela direção de Gente como a Gente em 1980 e recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da sua obra em 2002.
FRASES DE REDFORD
Robert Redford expressou visões sobre a efemeridade da felicidade, sobre a importância de viver apenas o momento presente, e sobre a necessidade de aceitar a inevitabilidade do envelhecimento e da morte, muitas vezes com humor. “Valorize a busca por um propósito, a superação do medo através da ação e a importância de manter a sua integridade pessoal”, disse ele em uma das suas reflexões.
Eis uma das frases de roteiro fílmico que evoca emoções profundas nos fãs: “As memórias iluminam os cantos mais escuros”.
Há alguns anos falam mais das minhas rugas do que dos meus personagens.
“A vida é essencialmente triste. A felicidade é esporádica. Ela vem em momentos e pronto. Extraia o sangue de cada momento”.
Tenho muita terra. Comprei-a porque tive um pressentimento muito forte. Eu tinha vinte e poucos anos, cresci em Los Angeles e vi aquela cidade desaparecer no mar, longe da cidade que eu conhecia quando criança. Ela perdeu sua identidade — de repente, havia cimento por toda parte, o verde sumiu e o ar ficou ruim — e eu queria ir embora. Fui para Utah porque não conhecia ninguém lá.
Claro que penso na morte. É parte da vida. E, certamente, em algum lugar da minha mente, estou aterrorizado. É inevitável, mas posso escolher entre viver com medo ou seguir com minha vida e rir da morte. Com a idade, fui abrigado a abrir mão de certas coisas, mas enquanto eu puder fazer longas caminhadas e montar a cavalo, continuarei rindo dela. E ainda posso!
Diante do que dissera Roberto Redford na sua provecta idade de 89 anos, parece certo admitir que no dia de hoje (16/09/2025) se iniciou a sua última cavalgada rumo ao plano das celestiais criaturas, encerrando assim, de forma pacata e serena, o último ato da sua caminhada rasteira sobre este duro chão, mesmo ainda sendo visto e admirado nas telonas deste planeta, como um ASTRO de quinta grandeza, de cujas luzes e brilhos as ideologias fracassadas que o seduziram, jamais apagarão.
Ruy Câmara.
Escritor Ruy Câmara Site oficial do escritor Ruy Câmara
























