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OLIGARQUIA E NEPOTISMO NO CEARÁ.

Apesar das incompreensões e perseguições que sofremos quando ousamos denunciar publicamente o famigerado plano de esfacelamento das oposições do Ceará, estamos convencidos de que valeu à pena o combate que travamos no âmbito do DEM e do PSDB em defesa do posicionamento e da coerência desses partidos na linha de oposição ao Governo Cid Gomes.

Felizmente o senador Tasso Jereissati acordou de um sono letárgico e cuidou de reposicionar seus dois partidos (PSDB e DEM) no caminho do qual não deveriam ter sido desviados pelo próprio senador: o caminho  da oposição e do enfrentamento à OLIGARQUIA FERREIRA GOMES.

Mas é verdade que ainda pairam muitas dúvidas quanto a disposição real do candidato de Tasso (Marcos Cals, ex-secretário de justiça o governo Cid Gomes) de combater pra valer a OLIGARQUIA e o NEPOTISMO vigente no Ceará.

Para quem até ontem era subalterno, de repente passar a criticar o governo que defendia, não deve ser fácil, tanto que o deputado Marcos Cals não fez ainda nenhum esforço na Assembléia Legislativa para a instauração da CPI do Castelão, obra que envolve recursos na ordem de R$ 450 milhões e que foi motivo de uma denúncia feita pela Revista Veja recentemente.

Evidentemente que há muito mais a criticar e a reprovar nas práticas do governo do Ceará. Como sabemos, Cid Gomes chega ao último ano do seu mandato e até agora não nos foi possível identificar os rumos da gestão no que diz respeito ao prometido salto de desenvolvimento do Estado. Se há algum grande projeto de desenvolvimento, este só existe nos discursos e promessas do governador.

Com exceção dos hospitais em construção em Sobral e em Juazeiro do Norte; do recapeamento com emulsão asfáltica de 2,7 mil km de estradas e de algumas novas escolas, e pequenas obras, o governo não tem o que mostrar que possa justificar os quase R$ 50 bilhões que foram gastos nos últimos anos.
Pelo que se constata na prática, o governo não tem metas nem cronogramas. Tanto é verdade que deixou para iniciar algumas obras no último ano da sua gestão e até aqui, aparenta ser uma gestão intuitiva e de ações improvisadas. O Grande Salto para o futuro acabou sendo um salto para trás em  vários quesitos, principalmente no quesito SEGURANÇA.
O tão badalado governo itinerante de Cid acabou se esvaziando por falta de resolutividade e descumpimento do que foi prometido, reprometido e descumprido. Quem anda pelo interior do Ceará sabe que a sensação é de pessimismo e medo de retaliações políticas e orçamentárias.
Ao exemplo da fracassada gestão da prefeita Luiziane Lins, o governo Cid Gomes transformou o Ceará no canteiro das grandes obras de ficção, obras que só existem como miragem: cadê a transposição¿ a refinaria¿ a Transnordestna, a siderúrgica¿ o metrô¿ o estaleiro naval¿ o aquário¿ o Centro de Feiras¿ as obras estruturantes¿ E por que motivo até agora nenhuma grande obra do PAC foi concluída¿
Por escassez de obras de envergadura, Cid Gomes vem repetindo a velha e surrada cantilena que Luiziane Lins utilizou na sua campanha de reeleição para em seguida aplicar o maior calote eleitoral da história de Fortaleza: “Não fiz obras de infraestrutura, mas investi nas pessoas.” Em verdade, uma falácia sem conteúdo e sentido que um certo marqueteiro, cujo nome é bom e prudente que esqueçamos, inventou e o eleitor, de Fortaleza, com a sua ingenuidade franciscana, acreditou e subscreveu nas urnas como verdade.
Ruy Câmara
Escritor e Sociólogo

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